8 de outubro de 2014

9 out | 18h30 - «Esplendor e Engano»-Exposição - Organização da 8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação e do CNC em parceria com o Museu do Oriente

De 9 Outubro a 2 Novembro
Local:  Museu do Oriente

Esplendor e Engano é um pequeno tributo de Isa Duarte e Pureza de Oliveira aos artesãos e artistas desconhecidos que as deixaram sonhar com o maravilhoso produto das suas mãos, numa viagem que tornaram pessoal e íntima, a partir de alguns tópicos que lhes pareceram fundamentais.
ESPLENDOR E ENGANO

Organizada pela 8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e a Fundação Oriente, no âmbito das Comemorações dos Oito Séculos da Língua Portuguesa, a exposição é uma homenagem à Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, que este ano celebra 400 anos de publicação.

Isa Duarte Ribeiro e Pureza Oliveira procuraram utilizar elementos evocativos de alguns dos lugares descritos por Fernão Mendes Pinto, quer nas joias, nos objetos ou nas sedas. Baseando-se não só no universalismo humanista do Renascimento e na sua leitura hagiográfica ou anti-hagiográfica, como, e sobretudo, na ideia do espaço imperial do Oriente, detendo-se no hipotético julgamento do mundo cristão, refletido no espelho do Outro, numa espécie de guia dos mares então sulcados e dos seus joguetes da Fortuna, as autoras embarcaram nessa aventura sempre reinventada, em que os vértices são a Aventura, o Amor, o Mar, a Viagem, a Saudade, o Oriente, o Esplendor e o Engano.

Dado que no relato a alusão a peças de joalharia é quase nulo, Isa Duarte Ribeiro imagina objetos que poderiam ter existido, como um presente de casamento do rei Jantana para a rainha de Aaru, passando por peças de uso pessoal da rainha, ou objetos alusivos a várias passagens das estórias. Usando uma linguagem plástica mais metafórica, a artista serve-se de materiais como prata, ouro, marfim, madre pérola, aljofas, âmbar, rubis e ainda outros como ferro, madeira, osso, sementes e fio de cânhamo. São peças ligadas à fantasia que pretendem homenagear Fernão Mendes Pinto e não reconstituir um tempo histórico.

Por sua vez, Pureza Oliveira dedica uma peça de seda pintada à mão a cada uma daquelas paragens, tendo como objeto de inspiração umas calças de cerimónia tecidas pelo povo Dorze, da Etiópia, o manuscrito de uma bíblia copta e  uma cruz etíope do século XIII; um fragmento de tiraz iemenita decorado a folha de ouro saído de um tear no século X, e a elegância e precisão da escrita islâmica; um xaile do Rajastão, uma página do Rigveda, um padrão de botehs; uma garça que grita voando sobre o céu azul de esmalte de um tabuleiro Ming; um kimono Momoyama decorado com parras e folhas douradas e a terra ondulando a folha de ouro dos biombos namban, por entre as águas negras das ilhas do Japão

As comemorações dos oito séculos da língua portuguesa estão a decorrer desde maio e prolongam-se até 10 de junho de 2015 numa homenagem às literaturas em língua portuguesa. Recorde-se que o Testamento de D. Afonso II, datado de 27 de Junho de 1214, avulta entre os primeiros documentos escritos em língua portuguesa, sendo mesmo seu referencial.

Visite a exposição!

7 de outubro de 2014

7 out | 11H30- Exposição O Dinheiro no Tempo de Fernão Mendes Pinto -Iniciativa da INCM em parceria com a 8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação

Integrada no âmbito das comemorações dos 8 séculos da Língua Portuguesa e dos 400 anos da publicação da obra do autor intitulada Peregrinação, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) inaugura, amanhã, dia 7 de outubro, pelas 11h30, a exposição O Dinheiro no Tempo de Fernão Mendes Pinto, uma mostra de moedas do acervo do Museu Numismático Português, repto lançado à INCM pela 8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação.
A exposição, com entrada gratuita, «irá estar patente até dia 29 de dezembro, no átrio da Casa da Moeda, apresentando ao público 71 exemplares de moedas de ouro, prata, cobre e calaim que circularam no tempo de Fernão Mendes Pinto, o aventureiro escritor da obra Peregrinação, contextualizando a época em que o autor viveu.
Publicada postumamente em 1614, a Peregrinação é o testemunho de um homem da sua época, um tempo marcado por uma mudança no paradigma das relações económicas, sociais e culturais entre os povos do Ocidente e do Oriente, naquilo que se poderá designar como o prelúdio da globalização.
Misto de autobiografia, roteiro de viagem e romance de aventuras, a obra fascinou a Europa seiscentista, ávida de relatos e histórias sobre povos e lugares longínquos, transformando-se rapidamente num best-seller que, à época, conheceu 18 versões nas principais línguas.»

Texto: INCM
EXPOSIÇÃO PATENTE ATÉ 29 DE DEZEMBRO
Átrio da Casa da Moeda em Lisboa
Morada: Avenida de António José de Almeida
Horário: segunda-feira a sexta-feira, das 9 às 18

Entrada gratuita

5 de outubro de 2014

5 de Outubro | 16H00- O JOGO DA ESCRITA E DA FALA | Ana Margarida Oliveira e Mariana Alvim - Castelo de S. Jorge-EGEAC

No âmbito das Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, a EGEAC organiza as TERTÚLIAS DE OUTONO NO CASTELO DE S. JORGE, sob o tema «FALA-ME EM PORTUGUÊS».

FALA-ME EM PORTUGUÊS 
Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa 

5 de Outubro |16h00|Castelo de S. Jorge

O JOGO DA ESCRITA E DA FALA | Ana Margarida Oliveira e Mariana Alvim 
O português escrito e falado para ser escutado e o português escrito e lido para ser entendido. Ninguém melhor que o escritor para nos contar da difícil tarefa da produção literária: de como as ideias se amontoam ao acaso na mente e se recusam a sair fluídas e entendíveis, sem passarem pelo crivo do sofrimento da criação.

No ano das comemorações dos oito séculos da Língua Portuguesa, «as Tertúlias de Outono do Castelo de S. Jorge, associando-se a este tema, organizam as tertúlias com um leque alargado de convidados que utilizam a língua portuguesa não só como instrumento de comunicação como também de vida. E porque a língua é um património de todos, para que a cuidemos conservando-a, tornando-a cada vez mais um símbolo da nossa identidade, “fala-me em português”.

 SET, OUT e NOV | Domingos | 16h00 
 INSCRIÇÃO PRÉVIA (Gratuito mediante inscrição) info@castelodesaojorge.pt 
 Telefone: 218 800 620
 Programa comissariado pela Dr.ª Gabriela Carvalho 

Expedição LÍNGUA DE SAL- Jolie Brise - Diário de Bordo- Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa

Um excerto do Diário de Bordo da Expedição Língua de Sal que o convidamos a seguir no blogue: http://brisejolie.blogspot.pt/ 

«Diário de Bordo: 01-10-2014 - 8.º Dia - Finalmente nas Selvagens

Ontem durante todo o dia fizemos uma navegação rápida de forma a conseguirmos chegar à Selvagem Grande ainda com a luz do dia, bom vento de poupa e a combinação de um estai e uma genoa geminados, permitiram-nos velocidades muitas vezes superiores a 6 nós. O mar continua calmo com uma vaga inferior a 1 m a maior parte do tempo. Avistamos uma tartaruga com 80 cm de comprimento a 20 milhas de terra.
Ontem pelas 14:00 foi gritado "terra à vista", mas só às 17:30 chegamos à Baía das Cagarras na Selvagem Grande. Depois de ancorarmos, estamos a preparamo-nos para passar uma noite seguida a dormir sem ter de fazer quartos de leme todas as 3 horas. Vai ser duro.
De manhã cedo começaremos a encher o bote pneumático e iremos desembarcar na ilha a fim de visitar a reserva natural que pelo seu aspecto "mesmo selvagem" promete.
Fica desde já prometido uma descrição detalhada com fotos e tudo, desta nossa visita para quando chegarmos às Canárias O moral dos elementos da "Expedição Língua de Sal" está em alta uma vez que o primeiro objectivo foi alcançado com sucesso.»

Capitão da expedição

                                       José Viegas
   


Tripulantes

Susana Viegas                               
                                        
                                       José Tavares



Passeios em Portugal - Exposição de Fotografia - Casa Luso Angolana-Porto

Rui Lóio inaugurou no dia 4 de outubro uma exposição de fotografia intitulada "Passeios em Portugal", na Casa Luso Angolana no Porto.

 A exposição, que se realiza no âmbito das Comemorações dos 8 Séculos de Língua Portuguesa, está patente até 30 de outubro. 

Visite-a! 

Expedição «LÍNGUA DE SAL» - Jolie Brise unindo as pontas de uma língua comum - Comemorações dos 8 séculos da língua Portuguesa



A expedição LÍNGUA DE SAL  irá cruzar o Atlântico rumo ao Brasil, na embarcação Jolie Brise, unindo as pontas de uma língua comum.  Integra-se nas Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa. 

O Comandante José Viegas é o responsável da expedição. 

Partiu de Lagos a 23 de setembro do corrente ano, rumo ao Brasil, e irá aportar nas Selvagens, Tenerife, Cabo-Verde e Fernando Noronha, antes de alcançar o Recife, onde se prevê a chegada no princípio de dezembro.

Para além da divulgação das Comemorações dos 8 séculos da Língua Portuguesa, o outro objetivo da expedição é a observação da natureza.

Ficam os votos de uma ótima viagem em nome desta língua de "viagem e mestiçagem" que une quatro continentes e três oceanos e de onde se vê o mar!

Poderá também seguir a
 expedição Língua de Sal através do seguinte blogue: http://brisejolie.blogspot.com/

FALA-ME EM PORTUGUÊS - Tertúlias de Outono no Castelo de S. Jorge. Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa

No âmbito das Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, a EGEAC organiza as TERTÚLIAS DE OUTONO NO CASTELO DE S. JORGE, sob o tema «FALA-ME EM PORTUGUÊS» 

FALA-ME EM PORTUGUÊS 
Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa 
SET, OUT e NOV | Domingos | 16h00 
INSCRIÇÃO PRÉVIA (Gratuito mediante inscrição) info@castelodesaojorge.pt 
Telefone: 218 800 620 
Programa comissariado pela Dr.ª Gabriela Carvalho

 No ano das comemorações dos oito séculos da Língua Portuguesa, «as Tertúlias de Outono do Castelo de S. Jorge, associando-se a este tema, organizam as tertúlias com um leque alargado de convidados que utilizam a língua portuguesa não só como instrumento de comunicação como também de vida. E porque a língua é um património de todos, para que a cuidemos conservando-a, tornando-a cada vez mais um símbolo da nossa identidade, “fala-me em português”. 

 21 de SetembroDIZ-ME POR MÚSICA | Carlos Nobre (Pacman) A língua portuguesa como veículo de sentimentos e histórias da vida quotidiana. Com música de fundo cadenciando o ritmo, a fala volve-se em melodia, em mensagem entendível por todos: a música torna-se a chave para o exercício da fala e o ritmo apresenta-se como a resolução apetecível para “contar a história”.

 5 de OutubroO JOGO DA ESCRITA E DA FALA | Ana Margarida Oliveira e Mariana Alvim O português escrito e falado para ser escutado e o português escrito e lido para ser entendido. Ninguém melhor que o escritor para nos contar da difícil tarefa da produção literária: de como as ideias se amontoam ao acaso na mente e se recusam a sair fluídas e entendíveis, sem passarem pelo crivo do sofrimento da criação. 

 19 de OutubroDA GALIZA À MOURA ENCANTADA | Isilda Leitão, Cândida Cadavez e Maria José Pires Trata-se da geografia territorial da língua lusa. Contando sempre com a dimensão do tempo, uma língua caracteriza-se por ser um organismo em mutação capaz de influenciar e de se deixar influenciar, de dar e de se enriquecer com as contribuições várias que lhe outorgam. A língua portuguesa constitui-se de línguas autóctones, utiliza as línguas dos cruzados, das trocas com outras civilizações e da evolução natural do latim. 

 2 de NovembroSENTIMENTOS DIFERENTES EM TERRITÓRIOS DIFERENTES | Lourenço Almada, Isabella Barreto e John Rosa Baker A língua portuguesa assume-se como uma língua intercontinental e pluriétnica espalhada por diferentes territórios, povos e histórias. As influências geográficas tornam-se, assim, fundamentais no desenvolvimento e na riqueza do português. Quatro territórios, quatro expressões de língua portuguesa, como entendê-las? 

 16 de NovembroO MAR E A TERRA NA PALAVRA | Graça Joaquim Adágios, provérbios ou rifões são para o povo a forma concisa de explicar o tempo, as colheitas, o estado do mar, as relações pessoais, os retratos sociais, as relações económicas: numa só frase concentram anos de experiência e de sabedoria antiga, preveem para o futuro aquilo que o passado experienciou e revelam-se como um património ímpar na contribuição para a riqueza da língua. 

 30 de NovembroO HUMOR DA PALAVRA | Nilton A palavra usada com humor permite uma crítica benévola e expressa uma visão aguda dos factos que vai para lá do senso comum. O uso da palavra certa na altura certa são característicos do prazer íntimo do “não deixar nada por dizer” que a atitude inteligente de olhar a vida com humor permite.»